1 / 1

O ALUNO JOVEM E ADULTO, SEGUNDO EDUCADORES DA EJA

O ALUNO JOVEM E ADULTO, SEGUNDO EDUCADORES DA EJA. Cristina Metz Hanauer, Emília Peters da Costa, Maria Margarete Canabarro Professora Dóris Maris Luzzardi Fiss - PEAD.

suchin
Download Presentation

O ALUNO JOVEM E ADULTO, SEGUNDO EDUCADORES DA EJA

An Image/Link below is provided (as is) to download presentation Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author. Content is provided to you AS IS for your information and personal use only. Download presentation by click this link. While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server. During download, if you can't get a presentation, the file might be deleted by the publisher.

E N D

Presentation Transcript


  1. O ALUNO JOVEM E ADULTO, SEGUNDO EDUCADORES DA EJA Cristina Metz Hanauer, Emília Peters da Costa, Maria Margarete Canabarro Professora Dóris Maris Luzzardi Fiss - PEAD A partir desta pesquisa que realizamos com professores de Educação de Jovens e Adultos (EJA) objetivamos compreender as especificidades deste grupo de educandos que, na realidade, se subdivide em dois. Conhecer quem é este aluno, suas características, experiências e dificuldades no cotidiano escolar trará subsídios para a realização um trabalho político-pedagógico mais comprometido com a educação, cultura e cidadania destas pessoas já tão marginalizadas em nossa sociedade. Alguns resultados: • Utilizamos a entrevista como metodologia de pesquisa. Cinco professores que atuam na EJA concordaram em responder questões referentes a: • identidade e características do aluno • linguagem e pensamento • dificuldades no cotidiano e sala de aula • funcionamento cognitivo x grupos culturais • elementos do trabalho na EJA • efeitos de programas educativos na EJA Analisando os dados coletados à luz dos autores estudados na interdisciplina Educação de Jovens e Adultos, percebemos que o aluno da EJA, quando adulto é, na maioria das vezes, aquele que não teve oportunidade de estudar na idade própria, pois teve que trabalhar para ajudar no sustento da família; quando é ainda jovem, normalmente não obteve êxito no ensino regular, teve problemas de adaptação na escola e evadiu; ambos necessitam conciliar trabalho e estudo atualmente e alguns estão à procura de emprego, confirmando o que nos diz HARA, 1992: “A evasão é enorme, poucos aprendem com competência e o nível de ganho de consciência é sempre muito baixo.” As dificuldades para concluir os estudos estão relacionadas ao cansaço físico, faltas e evasão, pois as responsabilidades do mundo do trabalho se sobrepõem à escola. Encontramos, na fala dos professores entrevistados, que a linguagem própria do aluno jovem e adulto também pode ser um obstáculo, juntamente com aulas adaptadas do ensino regular sobre temas que não interessam aos adultos, o que coincide com o que diz OLIVEIRA, 1999: “Currículos, programas, métodos de ensino foram originalmente concebidos para crianças e adolescentes que percorreriam o caminho da escolaridade de forma regular”. O fato de na mesma sala de aula conviverem dois grupos culturais bem distintos pode influenciar na construção do conhecimento destes alunos, mas isto não é determinante de fracasso, pois o professor preparado para atender a este grupo tão heterogêneo pode usar estas diferenças na qualificação do diálogo em grupo, aprendendo de e com seu aluno, conforme GIROUX, 1990: “os professores precisam desenvolver práticas educativas em que professores e alunos se comprometam uns com os outros como agentes de culturas diferentes/semelhantes.” Concluímos que a EJA deve considerar, então, aspectos próprios da identidade do jovem e do adulto que retoma a escolarização, tanto para efeitos de currículo como para a prática pedagógica. Como nos revela OLIVEIRA, não devemos estereotipar esses alunos, pois “... tratar o adulto de forma abstrata, universal, remete a um certo estereótipo de adulto, muito provavelmente correspondente ao homem ocidental, urbano, branco, pertencente a camadas médias da população”. Esta questão deve ser analisada e pontuada, devendo haver, no currículo escolar desse sujeito, propostas articuladoras que contemplem aspectos da sua vida familiar, social e profissional. Referências: GIROUX, Henry. Alfabetização e a pedagogia do empowerment político. In: FREIRE, Paulo e MACEDO, Donaldo. Alfabetização: leitura da palavra, leitura do mundo. 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990. p. 1-27 HARA, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3. ed. São Paulo: CEDI, 1992 OLIVEIRA, Marta Kohl de. Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, Set./Out./Nov e /Dez. 1999, n. 12, p. 59-73

More Related