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Psicoterapia Cognitiva Narrativa

Psicoterapia Cognitiva Narrativa. Os fundamentos de uma psicologia narrativa 2. Os fundamentos de uma psicopatologia narrativa 3. Os fundamentos de uma psicoterapia narrativa. Profª Lina (11) 9866.01234.

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Psicoterapia Cognitiva Narrativa

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  1. Psicoterapia Cognitiva Narrativa • Os fundamentos de uma psicologia narrativa • 2. Os fundamentos de uma psicopatologia narrativa • 3. Os fundamentos de uma psicoterapianarrativa Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Editorial Psy. 1998

  2. 1. Os fundamentos de uma psicologia narrativa • Em torno deste conceito, organiza-se uma malha de quatro pressupostos: • 1.1. Existência como conhecimento; • 1.2. Conhecimento como hermenêutica; • 1.3. Hermenêutica como discurso narrativo; • 1.4. Discurso narrativo como cultura. Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  3. 1. Os fundamentos de uma psicologia narrativa 1.1. Existência como conhecimento • Psicólogos conhecimento = processo de construção ativa = indissociável da existência (conhecimento = experiência). • Objeto da psicologia  contexto da experiência do indivíduo (não no sentido das representações do mundo “lá fora” mas como um processo contínuo de construção do mundo através da própria vida) • Todos os seres conhecem, reconhecem, transformam e transformam-se no decurso de sua existência. • Visão Intrapsíquica  visão existencial. Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  4. 1. Os fundamentos de uma psicologia narrativa 1.1. Existência como conhecimento 1.2. Conhecimento como hermenêutica • Todo conhecimento (e por implicação, toda existência) tem uma natureza inerentemente hermenêutica. • Hermenêutica  interpretação textos sagrados (leis). • Subjetividade hermenêutica  necessidade psicológica de dar ordem, sentido e coerência. • Vivemos hoje, não no UNIVERSOmas num MULTIVERSO = MULTIRREALIDADE • Assim, compreender o comportamento humano é compreender os sistemas interpretativos utilizados pelos sujeitos no sentido de expandir e dar significado às suas experiências. Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  5. 1. Os fundamentos de uma psicologia narrativa 1.1. Existência como conhecimento 1.2. Conhecimento como hermenêutica 1.3. Hermenêutica como Discurso Narrativo • O conhecimento é indissociável da existência. • Existênciaconhecimento  processo hermenêutico de construção de significados (LINGUAGEM). • A multiplicidade de significados só é possível graças ao poder criativo e múltiplo da linguagem. • Linguagem  fenômeno psicológico de 1ª ordem = elemento fundacional da experiência. • Narrativa= não escolhemos = algo que somos. • Tal como a vida, a narrativa é inerentemente aberta e multipotencial, abrindo-nos para uma multirrealidade e multirracionalidade. Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  6. 1. Os fundamentos de uma psicologia narrativa 1.1. Existência como conhecimento 1.2. Conhecimento como hermenêutica 1.3. Hermenêutica como Discurso Narrativo 1.4. Discurso Narrativo como Cultura • Discurso Narrativo  narrativa não é um ato mental individual = produção discursiva de natureza interpessoal. • Toda narrativa = todo conhecimento  localizada = contexto. • Significados = só fazem sentido quando localizados no espaço/tempo = contexto interpessoal que os enquadra. • Narrativas = formas de significação = contexto dialógico, situando-se no espaço da interindividualidade. • Dão sentido à existência, tornando a experiência comum = dar sentido é sobretudo tornar comum. • Sou tanto mais autor quanto menos idêntico. Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  7. 2. Os fundamentos de uma psicopatologia narrativa • Os pressupostos põe em questão: • 1) A crença na existência de elementos de uma realidade interna essencial. • 2) A existência de um ser humano completamente individualizado e autônomo. • O indivíduo isolado transformar-se-á num espaço relacional de interlinguagem. • Decorrem implicações clínicas em 2 níveis: • 1º) Uma nova concepção de psicopatologia, equacionando a fenomenologia da perturbação, não como o reflexo de uma disfunção interna, seja ela “mental” ou “neurobiológica”, mas como um disfuncionamento do próprio discurso narrativo. • 2º) Uma psicoterapia que deixará de metaforizar o terapeuta como doutor da interioridade e da individualidade, e que procurará criar condições, no contexto da realidade conversacional que é a terapia, para um desenvolvimento da coerência, complexidade emultiplicidadedo cliente. Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  8. 2. Os fundamentos de uma psicopatologia narrativa • A psicopatologia, como processo de significação, é o produto da interação entre sistemas de significação de paciente e especialista  caracterização da psicopatologia = existência, e não a sua essência. • A psicopatologia é uma produção discursiva de organização de significados, indissociável de uma contextualização conversacional e sociocultural  as psicopatologias mudam, quando mudam os pacientes, os tempos, as culturas e os especialistas. • A psicoterapia  ouvir as narrativas do cliente como uma forma de compreender os seus sistemas de significação = expandir estas formas de significação  Não há pois psicopatologia sem interlocutor, e outra eventualmente seria a patologia, se outro fosse o interlocutor. • As significações do cliente existem numa realidade conversacional com as significações discursivas do próprio terapeuta. • Mas... Como as significações se organizam na matriz narrativa do indivíduo? Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  9. 2. Os fundamentos de uma psicopatologia narrativa • Há 3 dimensões centrais da matriz narrativa: (1) coerência, (2) complexidade e (3) multiplicidade. “Viver narrativamente é ser capaz de explorar múltiplas narrativas do passado, presente e futuro (multiplicidade narrativa), enriquecer estas narrativas por uma variedade de processos e atitudes que nos dêem conta da multipotencialidade de cada instante episódico da nossa existência (complexidade narrativa) e construir um sentido de conexão intra e inter-narrativas (coerência narrativa)” Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  10. 3. Os fundamentos de uma psicoterapianarrativa • Psicoterapia Cognitiva Narrativa narrativas = elemento central da construção do conhecimento. • Objetivo levar o cliente a construir uma realidade múltipla de experiências sensoriais, emocionais, cognitivas e de significação. • Nesta perspectiva  a perturbação psicológica é provocada pela incapacidade de dar conta da diversidade e potencialidade da experiência através da organização de um discurso narrativo que seja simultaneamente diversificado, complexo e coerente. Processo terapêutico: 5 fases (1) recordação: identificar elementos episódicos da experiência; (2) objetivação: explorar a multiplicidade do mundo sensorial; (3) subjetivação: identificar a variedade de experiências internas, emocionais e cognitivas; (4) metaforização: diferenciação de significações da experiência; (5) projeção: elaboração de possibilidades alternativas para narrativas de futuro. Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  11. 3. Os fundamentos de uma psicoterapianarrativa (1) recordação • Revisão episódica de vida = cada ano da vida. • É a capacidade de singularizar episódios significativos da vida que faz de cada indivíduo um autor da sua própria narrativa. • É uma atitude não só voltada ao passado, mas igualmente voltada para o futuro = narrativa prototípica.  No final desta fase espera-se que o cliente esteja mais consciente do sentido de autoria que tem construído à medida que se vai abrindo à exploração dos episódios da sua vida diária, como condição de diferenciação da sua própria narrativa e, por conseguinte, do respectivo autor que a escreve. Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  12. 3. Os fundamentos de uma psicoterapianarrativa (2) objetivação • A objetivação = elemento essencial para uma atitude de construção narrativa = A realidade constitui um incomensurável menu de que o cliente em situação de perturbação raramente desfruta. • O cliente é levado a experienciar a multiplicidade de realidades externas, através de toda a dinâmica = capacidades sensoriais. • O objetivo = a cada momento = o cliente se aperceba da complexidade e versatilidade das experiências na sua riqueza sensorial – aquilo que vê, que ouve, os odores e sabores que ele é capaz de identificar, bem como a multitude de experiências táteis e cenestésicas que a experiência lhe proporciona. Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  13. 3. Os fundamentos de uma psicoterapianarrativa (3) subjetivação • Na subjetivação o trabalho de construção múltipla prossegue  variedade de exp. emocionais e cognitivas. • Exercícios de ativação emocional  o cliente vai alargando o leque da sua experiência emocional = dar conta de emoções que antes não reconhecia. •  Só através de uma flexibilidade da sua experiência emocional e cognitiva, poderá o cliente estar capacitado para assegurar a viabilidade dos seus mecanismos de adaptação. • Viver uma realidade múltipla é ser capaz de construir múltiplas versões dessa realidade. Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  14. 3. Os fundamentos de uma psicoterapianarrativa (4) metaforização • As metáforas = condensadores de significado = damos sentido a cada uma das recordações que vamos experimentando sensorial, emocional e cognitivamente. • Na metaforização = produzir múltiplos significados para cada memória episódica, que vive ou intencionaliza = enriquecer intencionalmente a experiência. • METÁFORA RAIZ forma prototípica idiossincrática de organização dos significados de sua vida, realizada clinicamente através do processo de metaforização da própria narrativa-protótipo. Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  15. 3. Os fundamentos de uma psicoterapianarrativa (5) projeção • Projeção  indivíduo em constante movimento espaço /tempo = intencionalizar as experiências do futuro. • Clientecrie suas próprias memórias do futuro  novas metáforas de si próprio = atualizar novos significados, novas emoções, novas cognições, novas sensações. METÁFORA ALTERNATIVA (no lugar da METÁFORA RAIZ)  nova revisão da história de vida = encontrar e fundamentar = no seu passado histórico, episódios caracterizadores desta nova forma de significação. O cliente aprende também a reconhecer que o passado é um espaço aberto a múltiplas significações = dependendo do ponto metafórico de partida = podemos construir não só diversos futuros, mas também múltiplos passados. Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  16. Uma atitude narrativa? A diferença, no fundo, entre ter ou não ter uma atitude narrativa, é um pouco como a diferença que Watzlawick (1984) introduz entre o suicida e o que procura a vida. Enquanto o 1º (o suicida)introduz o zero na equação existencial, ao constatar que não consegue encontrar aquilo que procura, o 2º (o que procura a vida) percebe que a criatividade inerente ao processo de existir, resulta da existência de uma infinidade de locais de procura. E, acrescentaríamos nós, o reconhecimento de que é a incerteza quanto àquilo que se vai encontrar, que faz do ato da procuraum verdadeiro ato criativo. Profª Lina (11) 9866.01234 Gonçalves, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Edit.Psy. 1998

  17. “...Cada cliente é considerado único nas suas circunstâncias... Cada sistema terapêutico e cada relação terapeuta-cliente são também idiossincráticos... Portanto, se uma depressão não é igual a outra depressão, a experiência que o terapeuta acumula é a habilidade de desconstruir sua escuta fechada, estar em diálogo, de criar um contexto conversacional gerador de novos significados mais libertadores, o que implica, necessariamente, uma atitude de respeito e humildade “ Profª Lina (11) 9866.01234 Grandesso, M. A. Sobre a reconstrução do significado: uma análise epistemológica...SP: Casa do Psicólogo,2000.

  18. Metáfora da Fogueira Para manter a primeira chama vacilante acesa, necessita-se colocar pequenos gravetos no tempo adequado. Se for colocado apenas um, ele rapidamente será consumido e o fogo apagar-se-á; se forem muitos de uma só vez, ou lenha muito pesada, a chama será sufocada... Assim, gentil e habilmente cuidada, a chama pode ser alimentada pelo oxigênio, até que, estabelecida, a fogueira possa receber a lenha mais pesada e seguir por si mesma sua vida. Profª Lina (11) 9866.01234 Grandesso, M. A. Sobre a reconstrução do significado: uma análise epistemológica...SP: Casa do Psicólogo,2000.

  19. Entrevista com Prof. Óscar Gonçalves (Presidente da Escola de Psicologia da UM) OG: Eu fui treinado como terapeuta comportamental... quando comecei a fazer prática clínica... fui fazer o meu estágio no hospital psiquiátrico no Porto ... meu primeiro estágio de facto...eu era um fervoroso crente da ciência psicológica e para mim na altura a tradução da ciência psicológica na prática psicoterapêutica era o comportamentalismo... Eu podia tratar tudo... Era tudo pequenas variantes a partir deste processo de aprendizagem... Às vezes as grandes revoluções epistemológicas que nós temos são os nossos próprios pacientes que nos trazem. Eu lembro-me de um paciente meu que me ajudou, foi talvez um dos primeiros pacientes que me ajudou a perceber as potencialidades e os limites da crença que eu trazia numa ciência que dava os seus passos mas que tinha ainda muito caminho para andar...Este paciente era um paciente – sorte de principiante -  que me apareceu à consulta, na altura nós chamávamos-lhe mais uma claustrofobia, hoje chamar-lhe-ia uma perturbação de pânico com agorafobia, era um mecânico que me apareceu à consulta, tinha medo de entrar dentro do carro, trabalhar dentro da mala do carro, andar debaixo do carro…Locais confinados, o típico ataque de pânico, eu lembro-me que terei passado a primeira consulta a fazer uma avaliação cuidadosa de todo aquilo que… das contingências, tudo ali. Mandei-o vir na semana seguinte – não que não o pudesse ver no dia seguinte mas tinha aprendido que era na semana seguinte, portanto mandei-o vir na semana seguinte. Não tinha muitos pacientes portanto preparei cuidadosamente a análise funcional, desenhei o meu modelo terapêutico todo para o processo terapêutico e percebi “eu com x sessões resolvo o problema… faço isto, vou-lhe ensinar aquilo…” - na altura sabia a dessensibilização sistemática, que preparei.  E o paciente apareceu-me na consulta seguinte com um ar muito animado e simpático, eu julgo que tinha desenvolvido uma boa aliança terapêutica com ele na primeira consulta, e disse-me “bom eu nem estava a pensar vir aqui à consulta hoje mas resolvi vir para lhe agradecer porque estou curado”. E eu costumo dizer que na altura terei pensado que a psicoterapia comportamental sabia que era rápida mas não sabia é que era tão rápida, não é? Isto simultaneamente para um jovem que se inicia nas artes psicoterapêuticas é gratificante e inquietante.

  20. Gratificante porque “uau, aqui está!”, logo à primeira, uma consulta e este já está curado. Inquietante porque “o que é que eu fiz?”, não é? Sobretudo o que é que eu não fiz, porque eu não fiz aquilo que era suposto fazer, e como é que ele muda sem eu fazer aquilo que deveria ter feito. Bom, o homem lá me explicou o que é que fez, fez aliás uma coisa curiosa, saiu da consulta… e diz ele que na consulta foi particularmente importante aquilo que eu lhe disse – e eu não sabia bem o que é que lhe tinha dito que tinha sido tão importante – e ele disse “mesmo aquilo que o Sr. Dr. me disse no final da consulta”. E eu não me lembrava especificamente o que é que de tão importante lhe tinha dito no final da consulta e ele lá me confessou que aquilo que eu disse foi – quando estava já quase a acabar a consulta, ele desesperado a ver que a consulta tinha passado e eu não lhe tinha dado nenhuma prescrição específica – ele disse “ah, sabe, tenho medo que um dia destes eu morra de uma coisa destas, tenha um ataque cardíaco e morra” e eu ter-lhe-ei dito, em jeito de o descansar, “não se preocupe que ninguém morre de ansiedade, a ansiedade sobe, sobe, sobe e a partir de uma altura não sobe mais”. E ele foi a pensar nisso e chegou a casa à oficina e pediu ao funcionário que trabalhava com ele, que ia trabalhar para dentro da mala do carro, que fechasse a mala e que ele nem que tocasse que não o deixasse sair de lá, porque ele ia sentir-se muito mal mas não ia morrer daquilo. E portanto eu lembro-me que tive claramente a consciência nesse momento que havia um conjunto de outras coisas que não as aprendizagens específicas, e comportamento, e o pensamento, e as crenças das pessoas que são elementos também muito importantes no processo terapêutico e que se calhar eu não dava muita atenção até a esse ponto. Portanto, isto para te dizer que na altura os modelos comportamentais eram para mim a forma de traduzir aquilo que era o conhecimento da ciência na prática psicoterapêutica, da mesma forma que os modelos cognitivos o foram (particularmente a partir dos anos 60, da grande revolução cognitiva)... Eu vi o Construtivismo um pouco como uma forma de utilizar esses processos para abrir o indivíduo potencialmente aos processos de construção, numa perspectiva de que nós somos capazes de construir o nosso próprio cérebro, de uma forma pró-activa e de uma forma intencional. Confesso... mas desagradou-me rapidamente o Construtivismo se transformar numa nova ideologia, numa nova capela conceptual...

  21. Referências Bibliográficas GONÇALVES, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: Manual de Terapia Breve. Campinas:Editorial Psy. 1998 GONÇALVES, M.M. e GONÇALVES, O.F. (coordenação) Psicoterapia, Discurso e Narrativa: A construção conversacional da mudança Coimbra: Quarteto, 2007 Constructivism in theHumanSciencesVol. 4 Nº 1, 1999 http://www.sppc.org.pt/especializa%C3%A7%C3%A3o/terapias_narrativas

  22. Namastê! Profª Lina Sue – lina.sue@hotmail.com – celular (11) 9866.01234

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