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ABORDAGEM QUALITATIVA

ABORDAGEM QUALITATIVA. Professor : Denis Naiff dnaiff@ufrrj.br. 4 dimensões do processo de pesquisa. PRESSUPOSTOS EPISTEMOLÓGICOS. PRAGMATISMO – a verdade é útil, o que conduz ao êxito, ao sucesso POSITIVSMO – a verdade são os fatos verificados

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ABORDAGEM QUALITATIVA

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Presentation Transcript


  1. ABORDAGEM QUALITATIVA Professor : Denis Naiff dnaiff@ufrrj.br

  2. 4 dimensões do processo de pesquisa

  3. PRESSUPOSTOS EPISTEMOLÓGICOS • PRAGMATISMO – a verdade é útil, o que conduz ao êxito, ao sucesso • POSITIVSMO – a verdade são os fatos verificados • MATERIALISMO DIALÉTICO – critério de verdade utilizado é a prática social • FENOMENOLOGIA – visa descrever e não analisar. O caráter do que é verdadeiro depende do indivíduo

  4. COMPARANDO QUALI E QUANTI

  5. O PARADIGMA QUALITATIVO NA DÉCADA DE 80 • Definição de Patton (1986) • Principal característica das pesquisas qualitativas é o fato de que essas seguem a tradição “compreensiva” ou interpretativa. Isto significa que partem do pressuposto de que as pessoas agem em função de suas crenças, percepções, sentimentos e valores e que seu comportamento tem sempre um sentido, um significado que precisa ser desvelado.

  6. 3 CARACTERÍSTICAS DA ABORDAGEM QUALITATIVA • VISÃO HOLÍSTICA – a compreensão do significado de um comportamento ou evento só é possível em função das inter-relações que emergem de um dado contexto • ABORDAGEM INDUTIVA – parte de observações mais livres, deixando que dimensões e categorias de interesse apareçam progressivamente durante os processos de coleta e análise de dados • INVESTIGAÇÃO NATURALÍSTICA – intervenção do pesquisador no contexto observado é reduzido ao máximo

  7. DISCUSSÕES ATUAIS SOBRE PESQUISAS QUALI E QUANTI Bryman (1992) – 11 caminhos que favorecem a TRIANGULAÇÃO das abordagens: • Verificação de exemplos de resultados quali em comparação com resultados quanti • A pesquisa quali pode apoiar a quanti • A pesquisa quanti pode apoiar a quali • Sendo combinadas podem fornecer um quadro mais geral da questão em estudo • Os aspectos estruturais são analisados com métodos quanti e os aspectos processuais com métodos quali

  8. DISCUSSÕES ATUAIS SOBRE PESQUISAS QUALI E QUANTI 6 – A perspectiva dos pesquisadores orienta as abordagens quanti, enquanto as pesquisa quali enfatiza os pontos de vista dos sujeitos 7 – o problema da generalização pode ser resolvido na pesquisa quali atrávés do acréscimo das descobertas quanti 8 – as descobertas quali deverão facilitar a interpretação das relações existentes entre as variáveis dos conjuntos de dados quanti

  9. DISCUSSÕES ATUAIS SOBRE PESQUISAS QUALI E QUANTI 9 – A relação entre os níveis micro e macro de um ponto essencial pode ser esclarecida por meio da combinação entre pesquisa quali e pesquisa quanti 10 – Podendo a pesquisa quali e a pesquisa quanti ser apropriada a etapas distintas do processo de pesquisa 11 – formas híbridas que utilizam a pesquisa quali em planos quase-experimentais

  10. CARACTERÍSTICAS DE UMA ABORDAGEM MISTA • Incorporação das abordagens quanti e quali em todas as etapas: • Identificação do problema • Coleta e análise • Inferências finais • Incluiria a transformação e a análise dos dados por meio de uma outra abordagem ( de tanto que se misturou virou algo diferente) (Tashakkon e Teddlie, 2003)

  11. IMPORTANTE ! EXISTEM PESQUISAS BOAS E RUINS TANTO QUANTI QUANTO QUALI

  12. ARGUMENTOS PRÓ E CONTRA • A representatividade da amostra é um argumento usado para alegar que somente dados quantitativos conduzem a resultados, no verdadeiro sentido da palavra, ao passo que dados qualitativos apenas ilustram. • Oervermann e cols(1979) – ao contrário, acredita que dados quanti são apenas atalhos econômicos de pesquisa para o processo de geração de dados, visto que, para esse autor, somente os métodos qualitativos são capazes de fornecer verdadeiras explicações científicas dos fatos

  13. COMBINAÇÃO DE DADOS QUANTI E QUALI • TRANSFORMAÇÃO DE DADOS QUALI EM DADOS QUANTI • Quantificando entrevistas • Crítica –tendência de pesqusadores usarem de forma esvaziada esse formato ( A maioria..., 5 de 7 disseram...) • TRANSFORMAÇÃO DE DADOS QUANTI EM QUALI • Precisa de um método adicional

  14. OS CRITÉRIOS DE QUALIDADE NA PESQUISA QUALITATIVA • PLAUSIBILIDADE SELETIVA- o uso de pedaços prototípicos de textos escolhidos pelo pesquisador para ilustrar a matéria pesquisada

  15. OS CRITÉRIOS DE QUALIDADE NA PESQUISA QUALITATIVA • CONFIABILIDADE – adquire sua relevância enquanto critério de avaliação da pesquisa qualitativa apenas em contraste com o pano de fundo de uma teoria específica sobre o assunto em estudo e que trate da utilização de métodos. • Podem ser usadas outras estratégias ( exemplo estudo etnográfico e convenções nas notas de campo) • Em entrevistas pode se promover um treinamento com os entrevistadores • A discussão se resume a dois aspectos: • Explicar a gênese dos dados ( onde termina o sujeito e começa o pesquisador) • Checagem dos procedimentos de coleta e de produção do texto

  16. OS CRITÉRIOS DE QUALIDADE NA PESQUISA QUALITATIVA • VALIDADE Um estudo tem validade interna se estiver livre de contaminação de variáveis extrínsecas. Essa validade é muito importante, sem ela um estudo não tem como apresentar resultados claros e passíveis de interpretação Um estudo tem validade externa se existe possibilidade de generalização da relação causal para outras populações, ambientes e épocas.

  17. OS CRITÉRIOS DE QUALIDADE NA PESQUISA QUALITATIVA • FIDEDIGNIDADE - possibilidade de replicação dos resultados

  18. OS PLANOS BÁSICOS NA PESQUISA QUALITATIVA • MEIOS PARA A REALIZAÇÃO DOS OBJETIVOS DA PESQUISA • Estudos comparativos • Estudos retrospectivos • Instantâneos: análise da situação e do processo no momento da pesquisa • Estudos longitudinais

  19. ESTUDOS COMPARATIVOS • Não tem objetivo de observar o caso como um todo, nem em sua complexidade • Buscar os aspectos semelhantes vividos por grupos diferentes

  20. ESTUDOS RETROSPECTIVOS • Reconstrução do caso via pesquisa biográfica ou história oral. Etapa principal é a seleção dos informantes. Usa além das entrevistas outras fontes

  21. ESTUDOS INSTANTÂNEOSanálise da situação e do processo no momento da pesquisa • Fornecer uma descrição das circunstancias no momento da pesquisa. Estudos etnográficos, por exemplo, utilizam esse desenho na medida em que registram e analisam eventos que ocorreram e como ocorreram no tempo real.

  22. ESTUDOS LONGITUDINAIS • Vários períodos de coleta de dados. Principal característica é o de ser capaz de documentar as mudanças de opinião ou de ação por meio de ciclos de coleta repretidos.

  23. TÉCNICAS DE COLETAS DE DADOS E ESTRATÉGIAS DE PESQUISA • OBSERVAÇÃO • ESTUDO DE CASO • ENTREVISTA • ETNOGRAFIA • PESQUISA AÇÃO • GRUPO FOCAL

  24. OBSERVAÇÃO • EM RELAÇÃO AO TIPO DE INTERAÇÃO • Observação participante – vivenciar a perspectiva de membro do grupo é fundamental para a compreensão de seus aspectos. O Observador assume um determinado papel dentro do grupo e participa das atividades que o caracterizam • Observação não participante – ao contrário do que ocorre na participante, o observador não se envolve com o contexto a ser observado, realizando suas observações à distância.

  25. EM RELAÇÃO AO GRAU DE INTERAÇÃO • Observação artificial – ocorre no contexto da pesquisa experimental, na qual o pesquisador intervêm na situação, manipulando uma ou mais variáveis independentes e observando o comportamento dos indivíduos em resposta a essas manipulações • Observação naturalística

  26. EM RELAÇÃO A FORMA DE REGISTRO ADOTADA • Observação sistemática – implica na adoção de uma série de decisões prévias • Observação assistemática – procura incluir tudo que está sendo observado nos registros

  27. VANTAGENS E DESVANTAGENS DA OBSERVAÇÃO • Desvantagens • Abrange apenas seus próprios limites temporais e espaciais, isto é, eventos que ocorrem fora do período de observação não são registrados • É uma técnica pouco econômica, pois exige muitas horas • Geralmente requer alta dose de interpretação por parte do observador, levando a inferências incorretas • Presença do observador pode interferir na situação

  28. Vantagens • Independe do nível de conhecimento ou de capacidade verbal dos sujeitos • Permite “checar” na prática a sinceridade de certas respostas • Permite identificar comportamentos não intencionais ou inconscientes e explorar temas desconfortáveis • Permite o registro do comportamento em seu contexto temporal-espacial

  29. ESTUDO DE CASO • Meio de organizar os dados sociais preservando o caráter unitário do objeto social estudado. Uma abordagem que considera qualquer unidade social como um todo e inclui o desenvolvimento dessa unidade que pode ser uma pessoa, uma família, um grupo social, uma situação.

  30. 3 TIPOS DE ESTUDO DE CASO • DESCRITIVO – quando apresenta um relato detalhado de um fenômeno. Ilustra a complexidade da situação e os aspectos nela envolvidos • INTERPRETATIVO – além da descrição, busca encontrar padrões nos dados e desenvolver categorias conceituais que possibilitem interpretar os dados • AVALIATIVO – preocupação é gerar dados e informações de forma cuidadosa, empírica e sistemática, com o objetivo de apreciar o mérito e julgar os resultados e a efetividade do programa.(pesquisa aplicada)

  31. QUANDA USAR O ESTUDO DE CASO • A opção depende do problema de pesquisa que orienta o processo investigativo • DECISÕES • Onde observar? • Quando observar? • Quem observar? • O que observar? • Como observar?

  32. PRINCIPAIS MÉTODOS DE COLETA • Possibilidades • Documentos • Registros em arquivos • Entrevistas • Observação direta • Observação participante • 3 principais • Observação • Entrevistas • Documentos • Primários – produzidos por quem viveu o evento • Secundários - pessoas que não estavam presentes na ocasião da ocorrência

  33. IMPORTANTE!!!!!!! • NO ESTUDO DE CASO É IMPORTANTE DECIDIR QUANDO OCORREU A SATURAÇÃO DOS DADOS, OU SEJA, UM PONTO A PARTIR DO QUAL A AQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES SE TORNA REDUNTANTE

  34. ENTREVISTA • Por ter natureza interativa, a entrevista permite tratar de temas complexos que dificilmente poderiam ser investigados adequadamente através de questionários, explorando –os em profundidade. • Segundo livro: PESQUISA QUALITATIVA EM ESTUDOS ORGANIZACIONAIS • 3 tipos de entrevistas • Conversacional • Baseada em um roteiro • Padronizada aberta

  35. Conversacional • 3 CONDIÇÕES • Que o entrevistado possa expressar-se a seu modo face ao estímulo do entrevistador • Que a fragmentação e ordem de perguntas não sejam tais que prejudiquem essa expressão livre • Que fique aberta ao entrevistador a possibilidade de inserir outras perguntas ou participações no diálogo tendo sempre em vista o objetivo geral da entrevista

  36. Baseado no roteiro • Caracterizada pela preparação deste roteiro e por dar ao entrevistador flexibilidade para ordenar e formular as perguntas durante a entrevista

  37. Entrevista padronizada aberta • Emprego de uma lista de perguntas ordenadas e redigidas por igual para todos os entrevistados, porém de respostas abertas

  38. Livro : Introdução à Pesquisa Qualitativa • Entrevista focalizada • Entrevista semipadronizada • Entrevista centrada no problema • Entrevista com especialistas • Entrevista Etnográfica

  39. Entrevista focalizada • Após a apresentação de um estímulo uniforme ( um filme, uma transmissão de rádio, uma palestra, etc) estuda-se o impacto deste sobre o entrevistado a partir da utilização de um guia de entrevista • 4 critérios • Não direcionamento – uso de perguntas não estruturadas • Especificidade – deve ser específica, mas deve permitir a participação do entrevistado • Espectro – visa assegurar que todos os aspectos e os tópicos relevantes à questão da pesquisa sejam mencionados durante a entrevista • Profundidade e contexto pessoal revelados pelo entrevistado – garantir ir além de respostas que mostrem se os argumentos são agradáveis ou desagradáveis, mas sim a obtenção de um máximo de comentários sobre como o material foi experenciado pelo entrevistado

  40. Entrevista Semipadronizada • Tornar explícito o conhecimento implícito do entrevistado • Uma primeira atuação com pergunta aberta e confrontativa • Segundo momento : transcreve-se o conteúdo do primeiro encontro e os enunciados fundamentais são apresentados ao entrevistado com 2 finalidades • Avaliar os conteúdos • Estruturar os conceitos restantes ( exemplo no quadro)

  41. ENTREVISTA CENTRADA NO PROBLEMA • 3 características ou critérios centrais • Centralização no problema • Orientação ao objeto • Orientação ao processo • PROCEDIMENTOS • Questionário precedente ( dados sócio-demográficos) • Guia de entrevista – ajudar a manter o foco • Gravador • Pós-escrito – anotas as impressões

  42. ENTREVISTA COM ESPECIALISTAS • Em contraste com as entrevistas biográficas, há aqui um menor interesse no entrevistado como pessoa do que em sua capacidade de ser um especialista para um determinado campo de atividade • O guia da entrevista ganha 2 funções: • Permite que o pesquisador saiba o que quer saber não parecendo um interlocutor incompetente • Permite que não se perca em tópicos irrelevantes

  43. ENTREVISTA ETNOGRÁFICA • Diferença entre entrevista e conversas cordiais • Solicitação específica para iniciar e parar a entrevista • Deixar claro as intenções da pesquisa • Apresentar questões estruturais e de contraste

  44. PONTOS-CHAVES PARA A AVALIAÇÃO DAS QUESTÕES EM ENTREVISTAS • Por que voce faz essa pergunta específica? • Qual a relevância teórica? • Qual a conexão com a questão da pesquisa? • Por que razão voce faz essa pergunta? • Qual a dimensão substancial dessa pergunta? • Por que voce formulou a questão desta forma? • É uma pergunta de fácil compreensão? • É uma pergunta ambígua? • É uma pergunta produtiva? • Por que voce situou essa questão neste ponto específico do guia da entrevista?

  45. ETNOGRAFIA • Abrange a descrição dos eventos que ocorrem na vida de um grupo (com especial atenção para as estruturas sociais e o comportamento dos indivíduos enquanto membros do grupo e a interpretação do significado desses eventos para a cultura do grupo) a partir de uma perspectiva interna ao processo por meio da participação durante seu desenvolvimento.

  46. MOMENTOS DE ELABORAÇÃO CIENTÍFICA BASEADA NA ETNOGRAFIA • Concepção do campo temático do estudo- preparação teórica do pesquisador na área a ser pesquisada, além das experiências prévias e o cenário ( atores sociais envolvidos, enredos, crenças, ritos) • Realização do trabalho de campo – mais do que transmitir o que é dito pelos sujeitos, é importante fazer uma leitura da subjetividade inerente aos discursos ( ver X olhar – esse ligado aos sentidos e significados)

  47. 2 ASPECTOS IMPORTANTES NA ORGANIZAÇÃO DA PESQUISA ETNOGRÁFICA • Recurso da tomada de notas, da elaboração sistemática do diário de campo • Complementaridade de outros procedimentos durante a coleta como: • Análise de documentos • Entrevistas semi-estruturada com determinados atores • História de vida

  48. ETNOGRAFIA- Livro- Interpretação de dados qualitativos/ David Silverman • 4 temas diferentes em estudos etnográficos • Tribos – primeira forma de estudo etnográfico. Total imersão na cultura a ser estudada • Subculturas – etnografia contemporânea. Dificuldade de observar grupos potencialmente vulneráveis • Esfera pública- pode ter um grupo como foco ou uma situação. Difícil parar para observar sem ser notado • Organizações – não confiar apenas nas anotações. Contexto complexo que deve levar em conta outras fontes

  49. A PESQUISA ETNOGRÁFICA • DEFINIR CAMINHOS, PROBLEMAS E OBJETIVOS É UMA IMPORTANTE ETAPA. TER CUIDADO COM MA ESCOLHA DE UM LOCAL DE PESQUISA POSSÍVEL E QUE FORNEÇA OS DADOS QUE SE QUER. • Ex: PADRÕES DE COMPRA DE PESSOAS QUE MORAM EM SUBURBIOS • vendedores? compradores? • Loja de departamento?supermercado?shopping? • O que compram?como compram?

  50. PONTOS IMPORTANTES • Locais fechados (precisa de autorização) e abertos (precisa de um motivo) • Acesso velado (ver questões éticas) e explícito ( consentimento) • Não interferir na situação • Olhar e escutar • Tentar ter uma coleta ampla, porém circusntanciada a partir de um roteiro

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